quarta-feira, 27 de maio de 2009

Tipo exportação


Nascido da pichação dos muros, o graffiti foi incorporado pela indústria cultural, você o encontra com facilidade na moda, publicidade, no cinema, televisão e jornais, servindo também de base a projetos sociais. Agora, chegou à hora das salas sofisticadas das galerias de arte.

A arte urbana abriu as portas para um setor de trabalho para jovens em sua maioria autodidatas e de periferias, possibilitando que à cidade usuflua gratuitamente de um ambiente com produção artística qualificada.

Depois desse estouro, o mercado das artes democratizou os espaços das galerias, onde, segundo dados do Ministério da Cultura, mais de 90% dos brasileiros nunca entraram.

As galerias de arte paulistanas costumam receber de dez a vinte visitantes num dia comum. São lugares tradicionalmente freqüentados por um público pequeno, embora bem informado e influente.

Um olhar um pouco mais atencioso permite a percepção de que o grafite feito hoje mantém poucas semelhanças com aquele com sinais da fonte dos precursores "manos" que se criaram no Bronx. Essas diferenças entre estilos costumam sempre revigorar polêmica "grafite x pichação".

Controvérsia na qual prefiro não jogar lenha, mesmo porque o assunto já foi discutido em posts anteriores. "A gente já não aguenta mais responder perguntas do tipo ´qual a diferença entre grafite e pichação?´ Isso não importa", dispara o Gustavo, dos Os Gemeos.

O nível de elaboração e a riqueza de detalhes dos murais pintados ultrapassa qualquer limite de uma obsessão pela prática do desenho. A arte urbana pegou o bastão da cultura pop e se tornou o "guarda-chuva" mais potente do século XXI.

Um caso a parte, o Brasil virou uma fábrica em termos de talento ao se falar em cultura urbana. Uma rápida pesquisa sobre arte de rua mostra que a originalidade nacional escapa do padrão imperialista no globo. A evidência investido nesta forma de arte criativa e tropical contempla artistas de rua de todas as regiões do país.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Território urbano moderno



A degradação ambiental urbana incomoda e é visível a todos, verdade?

Sendo assim, a arte de rua é uma ótima oportunidade para sensibilizar a sociedade sobre a importância da preservação ambiental nas cidades. O registro destas ações possibilita a reflexão sobre a estética urbana, com o objetivo de valorização das diversas formas de expressões como comunicação social no espaço público e privado.

Distinguindo-se de qualquer manifestação com caráter institucional ou empresarial, bem como do mero vandalismo, a referência da arte urbana ou street art promove gradativamente um movimento cultural, abrangendo várias modalidades de intervenções e instalações num parâmetro público.

As constantes produções que surgem todos os dias fazem com que haja conhecimento teórico e técnico sobre o cenário, o que faz bem para o indivíduo social, transformando o ambiente em que o cidadão vive num universo criativo e inovador.

O aprendizado para aplicar uma inscrição caligrafada, um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidadese, se basea em planejar e realizar experiências de grande porte pela cidade. Para tal tarefa, é necessário escolher o local e fazer uma planta para elaborar as idéias e chegar a um projeto em comum.

Paralelamente, visitas a museus e galerias, viagens, filmes, documentários, livros e revistas, são alguns exemplos que colaboram para o estudo sobre a história da arte, com a finalidade de ampliar uma visão experimental sobre o mundo artístico das diferentes épocas. Diferentes técnicas de pintura a mão livre, utilizando tintas, pincéis, rolinhos e spray também ajudam a definir um estilo único para o artista.

*DICA: [Mundano]

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Contexto histórico



Através dos tempos, o vestígio mais extraordinário deixado pelo homem foi à produção artística. Ausente de questionamentos, os desenhos feitos nas paredes das cavernas são as manifestações mais antigas de que se tem conhecimento quanto à sociedade.

Na história da arte essas pinturas são consideradas o primeiro exemplo de grafite e pichação, uma forma de transcrição com linguagem simbólica própria, misturando diversas tonalidades que passam a compor o visual do ambiente urbano, principalmente no contexto atual devido ao desenvolvimento das diversas artes visuais.

O grafitar e o pichar surgiram para democratizar o conceito de criatividade sem qualquer limitação espacial ou ideológica, porém, acabam se difundindo de maneira intensa nos grandes centros com: rabiscos, gravações, documentos conscientes ou não, executados em fatos e situações ao decorrer dos anos. É possível associar esse modo de contextualização com outras necessidades humanas em busca da liberdade de expressão.

A pintura mural em ênfase nada mais é o parto de um indivíduo artístico inspirado numa ocasião intelectual revolucionária, convidada por uma série de golpes da corrupção dos poderes públicos a promover o discurso de defesa às multidões.
No Brasil e no mundo a fachada ‘pop art’ aponta para o comprimento originário do grafite contemporâneo, resultado da equação que introduziu o spray no muralismo cultural pós-moderno.

Em constante evolução e assim diante, a arte se consagra na fusão de idéias calibradas por alta dose de bom senso, depois de ter chegado à Bienal, vêm conquistando ao passar de todos os dias mais exposição nas mídias.

*DICA: [Fran Mosquera]

quinta-feira, 16 de abril de 2009

INTRO



Parte da cultura musical Hip-Hop, a arte urbana se espalhou com fugacidade ao redor dos grandes centros de 'arranha céus'.

No Brasil, as primeiras manifestações surgiram em forma de protestos e propagandas em meados de 1978, seguindo uma linha mais artística por influência de artistas europeus.

Apelidada de “pixação” pela mídia no início dos anos 80, nasce um novo tipo de letra com traços retos e assinaturas mais arredondadas pintadas à mão-livre.

Os adeptos da linguagem de expressão logo foram repreendidos, quando com disputas o ato de expressão passa a ser uma maneira de demarcação de territórios entre gangues.

Embora, hoje graças a um 'BOOM STREET' aderido pelo comportamento contemporâneo exista uma verdadeira miscelânea, o Grafite e até mesmo a Pichação estão migrando para as galerias de arte, justamente pelo motivo de que a cada dia nascem novos artistas das ruas, critícos e criativos com sede de reproduzir suas influências e opiniões.

*DICA: [Os Gemeos]